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Câncer de Pênis

O câncer de pênis está relacionado à irritação crônica por má higiene, fimose e doenças sexualmente transmissíveis. A prevenção desse tipo de câncer é simples. Cuidados com a higiene, uso de preservativo nas relações sexuais para se evitar o HPV e a cirurgia de fimose são medidas eficientes na prevenção do tumor. O paciente procura ajuda médica quando percebe uma ferida na glande do pênis com um dor desagradável.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a manifestação clínica mais comum do câncer de pênis é uma ferida ou úlcera persistente, ou também uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do pênis. A presença de um desses sinais, associados a uma secreção branca (esmegma), pode ser uma indicação de câncer no pênis. Nestes casos, é necessário buscar ajuda médica. Além da tumoração no pênis, a presença de gânglios inguinais (ínguas na virilha), pode ser sinal de progressão da doença (metástase). Quando detectado inicialmente, o câncer de pênis possui tratamento e tem maiores chances de ser curado.

O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais (ínguas na virilha). Cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem ser oferecidas. Se a doença for diagnosticada em estágio inicial, o tumor pode, muitas vezes, ser tratado sem que seja necessária a remoção do pênis. O cirurgião discutirá com o paciente as opções de tratamento que oferecem a melhor chance de cura, de modo a preservar o máximo possível o órgão.

Tipos de cirurgias utilizados no tratamento do câncer de pênis

Circucisão

Neste procedimento é retirado o prepúcio e a pele ao redor. Se o tumor está localizado apenas no prepúcio, esta técnica pode muitas vezes ser curativa.

A circuncisão também é realizada para remover o prepúcio antes do tratamento radioterápico, uma vez que a radioterapia pode causar inchaço e estreitamento do prepúcio, levando a outros problemas.

Excisão Simples

Neste procedimento, o tumor é retirado junto com o tecido normal adjacente. Se o tumor for pequeno, a pele remanescente é suturada. Este procedimento é similar a uma biópsia.

Em uma excisão local mais ampla, o tumor é retirado junto com uma margem de tecido normal adjacente. A remoção do tecido saudável evita que células cancerígenas sejam deixadas para trás. Se a quantidade de pele remanescente for insuficiente para cobrir toda a área, pode ser realizado um enxerto de pele a partir de outra parte do corpo.

Cirurgia de Mohs

Na técnica de Mohs, o cirurgião retira a camada de pele que o tumor possa ter invadido e verifica a amostra sob um microscópio de imediato. Se contiver doença na amostra, outra camada é retirada e examinada. Este processo é repetido até que as amostras de pele estejam livres de células cancerígenas.

Este processo é lento, mas significa que mais tecido normal, próximo ao tumor pode ser preservado, possibilitando um melhor aspecto e função após a cirurgia. Este procedimento é realizado para condições pré-cancerosas e para alguns tipos de câncer que não se desenvolveram nas camadas mais profundas do pênis.

Ressecção a Laser

Esta abordagem utiliza um feixe de laser para vaporizar as células cancerígenas. É útil para o carcinoma de células escamosas in situ e para o câncer de células basais.

Cirurgia dos Gânglios Linfáticos

Nos casos onde o tumor se desenvolveu para as camadas mais profundas do pênis, é necessário a retirada de alguns gânglios linfáticos próximos para verificar a disseminação da doença.

Biópsia do Linfonodo Sentinela – Esta cirurgia identifica se os gânglios linfáticos da virilha contêm a doença sem que todos os linfonodos sejam retirados. É frequentemente realizada quando os linfonodos não estão aumentados e existe uma chance da doença ter atingido os mesmos.

Linfadenectomia Inguinal – Muitos pacientes com câncer de pênis apresentam aumento de tamanho dos gânglios linfáticos da virilha quando diagnosticados. Entretanto, estes linfonodos só devem ser retirados se contiverem células cancerígenas. Em muitos casos, o inchaço é devido a uma infecção ou inflamação. Se os linfonodos se encontram nessas condições, os médicos administram rotineiramente antibióticos e aguardam de 4 a 6 semanas após a cirurgia de retirada do tumor. Se o inchaço não desaparecer, é realizada a linfadenectomia inguinal para retirar os gânglios linfáticos.

Efeitos colaterais da Linfadenectomia – Os linfonodos da virilha são parte do sistema que normalmente drena o excesso de líquido das pernas para a corrente sanguínea. A remoção dos gânglios linfáticos pode causar linfedema. Entretanto, atualmente, poucos linfonodos da virilha são retirados, o que reduz a chance do linfedema ocorrer. Ainda assim, o linfedema pode ocorrer mesmo quando apenas um linfonodo ou os linfonodos de apenas uma região da virilha são removidos.

Penectomia Parcial ou Total

Neste tipo de cirurgia, o cirurgião retira parte ou a totalidade do pênis. É a forma mais comum e mais eficaz para tratar um câncer de pênis que se desenvolveu dentro do pênis. O objetivo é retirar todo o tumor. Este procedimento é denominado penectomia parcial se apenas a parte mais distal do pênis é retirado.

Na penectomia total todo o pênis é retirado, incluindo as raízes que se estendem até a pelve. Neste procedimento, o cirurgião cria uma nova abertura para a urina, que é denominada uretrostomia perineal. A micção pode ainda ser controlada porque o esfíncter (válvula liga-desliga) na uretra é deixado para trás, mas o homem terá que se sentar para urinar.

Para tumores avançados, às vezes, o pênis é removido juntamente com o escroto (e testículos). Esta cirurgia é denominada castração, por remover a principal fonte natural do hormônio masculino testosterona. Os homens que fazem este procedimento deve usar uma versão artificial do hormônio para o resto da vida.

Qualquer um destes procedimentos pode afetar a autoimagem do homem, bem como sua capacidade de manter relações sexuais.

Criocirurgia

Neste procedimento, as células cancerígenas são congeladas com uma sonda resfriada com nitrogênio líquido. É útil para câncer de pênis verrucoso e carcinoma in situ da glande.